La paradoja de la descentralización

Cómo la Clasificación de Nivel concentra recursos en el audiovisual brasileño

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v14n2.1325

Palabras clave:

Políticas públicas audiovisuales, Fondo Sectorial Audiovisual, Ancine, Estado y cine

Resumen

Las convocatorias del Fondo Sectorial Audiovisual (FSA), principal fuente de financiamiento para la producción de obras del sector audiovisual brasileño, incluyen cuotas de regionalización con el objetivo de corregir la histórica concentración de recursos en empresas ubicadas en el eje Río de Janeiro-São Paulo. Este artículo se propone problematizar los resultados del proceso de descentralización en curso, introduciendo un análisis a partir de la Clasificación de Nivel de las empresas productoras proponentes, la cual ha concentrado los recursos en compañías de Nivel 5, situadas en la cúspide de la pirámide. Así, la concentración de ingresos persiste en el sector audiovisual brasileño, y las políticas implementadas por el FSA no corrigen estas distorsiones; por el contrario, tienden a profundizarlas. El diseño actual de las cuotas regionales ha acentuado las distorsiones en las políticas de desarrollo regional, en lugar de corregir las asimetrías existentes. Este proceso guarda múltiples analogías con el desarrollo industrial histórico de Brasil, caracterizado por Wilson Cano (2007) como una “desconcentración concentrada”, ya que promueve nuevas concentraciones en regiones periféricas, aún bajo la lógica de dependencia del centro dinámico, en un contexto depredador, en lugar de fomentar un modelo de desarrollo regional equilibrado y sostenible.

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Biografía del autor/a

Marcelo Gil Ikeda, Universidade Federal do Ceará

Doctorado por el Programa de Posgrado en Comunicación de la Universidad Federal de Pernambuco (UFPE) con estancia doctoral en la Universidad de Reading, Inglaterra. Profesor del Curso de Cine y Audiovisuales de la Universidad Federal de Ceará (UFC).

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Publicado

2026-01-05

Número

Sección

Dossier