Casa tomada

a desobediência como insurgência decolonial nos filmes Açúcar (2017) e Propriedade (2022)

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DOI :

https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n1.1299

Mots-clés :

Decolonial, Cinema brasileiro, Cosmopoética, Estudo Interartes

Résumé

A partir do conto Casa tomada (1995) de Julio Cortázar, o artigo visa analisar e relacionar dois filmes brasileiros da última década: Açúcar (2017), de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, e Propriedade (2022), de Daniel Bandeira. Embora o salto temporal entre a publicação do conto literário (lançado em 1946) e os filmes seja considerável, a aproximação entre as obras ocorre, principalmente, a partir de três aspectos retirados do conto: a casa-grande, a renda que vem do campo e os “barulhos invasores” que tomam a casa. A partir do símbolo da casa tomada do conto se pretende discorrer sobre a insurgência decolonial presente em ambos os filmes. Assim, por meio dessa associação, procura-se destacar características decoloniais nas obras, que convocam o espectador a se posicionar diante de embates ligados às diferenças históricas de um passado colonial marcado pela cisão entre a Casa-grande e a senzala (Freyre, 1999). Desse modo, ambos os filmes apresentam “imagens que ardem” (Didi-Huberman, 2012) visando produzir uma “cosmopoética da desobediência e do comum” (Ribeiro, 2016), posto que promovem um pensamento crítico sobre o passado colonial brasileiro e visam inverter a perspectiva colonial.

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Biographie de l'auteur

Marcus de Freitas, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doctorant en anthropologie (PPGECC) à l'Université fédérale de Rio de Janeiro.

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Publiée

2026-09-24

Comment citer

de Freitas, M. (2026). Casa tomada: a desobediência como insurgência decolonial nos filmes Açúcar (2017) e Propriedade (2022). Rebeca - Revista Brasileira De Estudos De Cinema E Audiovisual, 15(1). https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n1.1299

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