Etnografía de la ficción en el cine

Consideraciones a partir de Mato seco em chamas (Joana Pimenta y Adirley Queirós, 2022)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v14n2.1149

Palabras clave:

Teoría de los Cineastas, Etnografía de la Ficción, Documental, Periferia

Resumen

El presente artículo investiga cómo los cineastas Adirley Queirós y Joana Pimenta, en su largometraje Mato seco em chamas (2022), crean una teoría cinematográfica sobre la etnografía de la ficción, problematizando cuestiones relacionadas con el territorio, la cultura y las memorias periféricas. Nuestra investigación parte de conceptos propuestos por los cineastas en diálogo con propuestas de otros autores discutidos en el texto; por ejemplo, sobre nociones de periferia como lugar de cultura y potencia (D'Andrea, 2013; Santos, 2001) y modelos de producción vinculados a la lógica de los colectivos audiovisuales (Venanzoni, 2021). La hipótesis investigada se refiere a la etnografía de la ficción como una formulación cinematográfica localizada, como construcción narrativa, en el umbral entre la ficción y el documental y, en términos de producción, dirigida a la propia colectividad de las periferias del Distrito Federal. Ficcionalizando la historia de personas y acontecimientos reales, la etnografía de la ficción crea un espacio fabular donde la periferia se convierte en el centro de su propia representación. A través de códigos y arquetipos de ciencia ficción y del western, los cineastas transforman las memorias reales de tres mujeres periféricas en una leyenda que funda una nueva nación en las ciudades satélites del Distrito Federal.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Samuel Paiva, Universidade Federal de São Carlos

Doctor en Ciencias de la Comunicación por la Universidad de São Paulo (USP). Profesor del Departamento de Artes y Comunicación y del Programa de Posgrado en Imagen y Sonido de la Universidad Federal de São Carlos (UFSCar).

Luís Gongra, Universidade Federal de São Carlos

Licenciado en Imagen y Sonido por el Departamento de Artes y Comunicación de la Universidad Federal de São Carlos (UFSCar). Fue becario PIBIC-CNPq durante la elaboración del artículo.

Citas

ALVES, Lara Moreira. A construção de Brasília: uma contradição entre utopia e realidade. Revista de História da Arte e Arquitetura, Campinas, v. 5, n. 1, p. 124-132, 2005. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3586. Acesso em: 15 dez. 2025.

ARRIGUCCI JR, Davi. Entre a lenda e a história. Folha de São Paulo [Suplemento Mais], São Paulo, 07 de maio de 1995. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/5/07/mais!/10.html. Acesso em: 14 dez. 2025.

AUMONT, Jacques. As teorias dos cineastas. Campinas: Papirus, 2004.

AUMONT, Jacques; MARIE, Michel. A análise do filme. Lisboa: Texto & Grafia, 2019.

BAZIN, André. O western ou o cinema americano por excelência. In: ______. O que é o cinema? Tradução por Eloísa Araújo Ribeiro. São Paulo: Ubu Editora, 2018.

BRANCO sai, preto fica. Direção: Adirley Queirós. Produção: CeiCine e Cinco da Norte. Brasil: Vitrine Filmes, 2014. 90 min., sonoro, colorido.

COSTA JÚNIOR, Edson Pereira da; ZAN, Vitor. Aprisionamento e liberdade em Mato Seco em Chamas. In: 32º Encontro Anual da Compós, 2023, São Paulo. In: Anais [...]. Campinas: Galoá, 2023. Disponível em: https://proceedings.science/compos/compos-2023/trabalhos/aprisionamento-e-liberdade-em-mato-seco-em-chamas?lang=pt-br. Acesso em: 29 jun. 2024.

D'ANDREA, Tiaraju Pablo. A formação dos sujeito(a)s periférico(a)s: cultura e política na periferia de São Paulo. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

D'ANDREA, Tiaraju. Contribuições para definição dos conceitos periferia e sujeitos e sujeitas periféricos. Novos Estudos CEBRAP, edição 116, v. 39, n. 1, p. 19-36, 2020.

DF Faroeste. Intérprete: Mente Consciente. Brasília: Produção Independente, 1998. Digital (6 min.). Disponível em: https://open.spotify.com/intl-fr/track/4JvTKpystl8IhyVjQWs4Tg?si=d88f2ec01cb94dae. Acesso em: 14 dez. 2025.

ELLIS, Carolyn. ADAMS, Tony E. BOCHNER, Arthur P. Autoetnografía: un panorama. Astrolabio, [S. l.], n. 14, p. 249–273, 2015. DOI: 10.55441/1668.7515.n14.11626. Disponível em: https://revistas.unc.edu.ar/index.php/astrolabio/article/view/11626. Acesso em: 26 mar. 2025.

ERA UMA VEZ Brasília. Direção: Adirley Queirós. Produção: CeiCine, Cinco da Norte e Terratreme Filmes. Distribuição: Vitrine Filmes. Brasil, 2017. 100 min., sonoro, colorido.

GONÇALVES, Marco Antonio. O sorriso de Nanook e o cinema documental e etnográfico de Robert Flaherty. Sociologia & Antropologia, v. 9, n. 2, p. 543–575, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2238-38752019v929. Acesso em: 26 mar 2025.

GUTWILEN, Michel. Crítica: Mato Seco em Chamas [Ficcionalizar para chegar ao real]. Plano Crítico, 28 de fevereiro de 2023. Disponível em: https://www.planocritico.com/critica-mato-seco-em-chamas/. Acesso em: 29 jun. 2024.

HELICÓPTERO. Intérprete: MC Pierre e DJ Guuga. Brasília: GR6 Music, 2019. Digital (3 min.). Disponível em: https://open.spotify.com/intl-pt/track/1f2ETfkMwP1wvXgl4vvAlX. Acesso em: 14 dez. 2025.

JOANA Pimenta And Adirley Queirós On Dry Ground Burning - NYFF60. New York Film Festival, Film at Lincoln Center. YouTube. Publicado pelo canal: Film at Lincoln Center, 17 de abril de 2023. 1 vídeo (35 min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8RsjNiIH_C0&t=632s. Acesso em: 29 de junho de 2024.

MATO seco em chamas. Intérprete: Banda Muleka 100 Calcinha. Brasília: JL Digital Music, 2017. Digital (3 min.). Disponível em: https://open.spotify.com/intl-fr/track/4JZxiM3IfZnLkxBr6WGmF5?si=6b2b4d58ee914f87. Acesso em: 14 dez. 2025.

MATO seco em chamas. Direção: Joana Pimenta e Adirley Queirós. Produção: Cinco da Norte e Terratreme Filmes. Distribuição: Vitrine Filmes. Brasil, 2022. 153 min., sonoro, colorido.

MESQUITA, Claudia Cardoso; COUTINHO, Luiz Fernando. “As rainhas da kebrada”: desvio, dissenso e construção distópica em Mato Seco em Chamas (2022). 32° Encontro Anual da Compós, 2023, São Paulo. In: Anais eletrônicos [...]. Campinas: Galoá, 2023. Disponível em: https://proceedings.science/compos/compos-2023/trabalhos/as-rainhas-da-kebrada-desvio-dissenso-e-construcao-distopica-em-mato-seco-em-cha?lang=pt-br. Acesso em: 29 jun. 2024.

MORAIS, Lucas Rafael Justino de. Brasília: configurações distópicas no passado, na ficção e no presente. Zanzalá, Campinas, v. 5, n. 1, p. 82-95, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/zanzala/article/view/32647 . Acesso em: 29 jun. 2024.

NANOOK, o esquimó. Direção: Robert J. Flaherty. Produção: Revillon Frères. Estados Unidos, 1922. 79 min., sonoro, preto e branco.

PIAULT, Marc. Anthropologie et cinéma. Passage à l’image, passage par l’image Paris: Nathan, 2000.

POR UM PUNHADO de dólares. Direção: Sergio Leone. Produção: Jolly Film. Itália: Unidis, 1964. 99 min., sonoro, colorido.

RANCIÈRE, Jacques. A fábula cinematográfica. Tradução por Christian Pierre Kasper. Campinas: Papirus, 2013.

RUBY, Jay. Picturing culture. Explorations of film and anthropology. Chicago: Chicago University Press, 2000.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001.

TUOTO, Arthur. Mato seco em chamas (2022): revelações da realidade. 07 de maio de 2023. Disponível em:

https://arthurtuoto.com/2023/05/07/mato-seco-em-chamas/. Acesso em: 29 jun. 2024.

VENANZONI, Thiago Siqueira. Diversidade social e políticas culturais: práticas discursivas e coletivas no audiovisual brasileiro contemporâneo. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.

XAVIER, Ismail. John Ford e os heróis da transição no imaginário do western. Novos Estudos CEBRAP, v. 100, nov. 2014, pp. 171-192. Disponível em: https://www.scielo.br/j/nec/a/hYHhgYQyL7fxKc6YQCRHfkw/abstract/?lang=pt. Acesso em: 29 jun. 2024.

Publicado

2026-01-05

Número

Sección

Temáticas libres